sábado, 3 de setembro de 2016

Relato de Parto da Juliana Santini Racca - Nascimento do Filipe

Parto Humanizado e Natural em São José dos Campos

Atendendo a alguns pedidos, gostaria de dividir com vocês o meu relato de parto.
Queria deixar claro que jamais criticaria as mulheres que escolheram (e escolherão) caminhos diferentes na hora do parto. “Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”, e por isso todas têm o direito de fazer a sua opção. Decidi dividir esse relato porque acredito que ele poderá fazer algumas mulheres buscarem mais informações sobre o assunto, e quem sabe ajudá-las a fazer suas escolhas com um olhar diferente a respeito dos tipos de parto. De qualquer forma, independente da forma que se dá, acredito que a maternidade por si só já é suficiente para transformar – e melhorar – qualquer mulher.


17 horas.
De entrega.
De espera.
De medo.
De coragem.
De concentração.
De dor - muita dor.

As contrações começaram às 3h04 da manhã, já de 4 em 4 minutos, oscilando algumas vezes de 10 em 10, 9 em 9 minutos... Relutei em acreditar que estava em trabalho de parto, então comecei a anotar a hora em que vinham, e voltava a dormir. Porém, uma hora depois, foi inevitável sair da cama.
Aguardei até às 7h00 para ligar para a Flavia, nossa doula, e ter a certeza de que chegava a hora... E então, às 9h00 da manhã, após perder o tampão, eu tive a certeza: Filipe estava cada vez mais próximo!
Um pouco depois, a bolsa estourou, e então a Flávia, que estava acompanhando outro trabalho de parto, mandou sua back up, a Debora.
Entre uma contração e outra, ainda aguentava conversar, ainda ria com as piadas, conseguia pensar em outras coisas.
Meu marido, Raphael, preparou o almoço – eu tinha em meus planos deixar algo pronto para o dia “P”, mas estava esperando que isso acontecesse apenas depois das 40 semanas! E ainda eram 39 semanas e 2 dias!
Seu macarrão ao molho branco ficou uma super “gororoba”, mas ele e a Debora conseguiram comer! Eu não tinha vontade nem forças para isso! Para mim, ele preparou uma deliciosa salada de frutas, que comi bem devagar...
Perdi completamente a noção do tempo, as horas os minutos... Ao mesmo tempo em que minha lembrança me diz que cada contração demorava uma eternidade para passar, me parece que o dia voou!
Por volta das 16h00 a enfermeira Patrícia veio me examinar e então senti um grande gelo no estômago: já estava com 7 cm de dilatação! Era hora de ir para o hospital!
Que mistura de sentimentos... quanto medo...
.
Foram meses estudando, pesquisando, tentando entender que diferença haveria entre um parto normal e um parto natural.
Dentre os inúmeros relatos de parto natural que li, o trecho de um deles me chamou muito a atenção:
“A enfermeira que havia ficado na sala com os olhos estatelados de horror me viu passar sozinha de uma maca para outra. Me elogiou muito, disse que nunca viu nada parecido e admitiu que não teria coragem de enfrentar isso... ...Se privar do prazer de parir é o maior crime que uma mulher pode cometer contra si própria. É absolutamente incompreensível que as mulheres aceitem sentir dor para fazer depilação, para tirar a sobrancelha, para se submeter a uma lipoaspiração, para injetar toxina botulínica, para usar salto agulha, tudo em nome da vaidade e da beleza, e fujam da dor mais libertadora que existe no mundo.
Eu jamais seria hipócrita de dizer que parir sem anestesia não dói. Dói sim! Mas é a dor mais prazerosa que existe, mais transformadora. Clichês à parte, dar à luz um filho de forma natural, fisiológica, sem nenhum tipo de intervenção, é uma força tão transformadora que equivale a nascer novamente. Desde o meu parto me sinto tão poderosa, tão forte, tão mulher, segura e determinada que quase mais nada me amedronta. Me sinto pronta para viver de verdade.”
http://www.maternidadeativa.com.br/relato13.html

Fiquei tão emocionada e ao mesmo tempo intrigada com esse depoimento, que o lia quase todos os dias, de forma a me motivar a manter minha decisão até o fim. Nunca havia pensado na dor do parto desta forma, e, como mulher vaidosa – e muito – que sou, não pude deixar de pensar e repensar em todas as coisas que faço em nome da beleza, e que me causam tanto sofrimento e dor: andar naquele sapato de salto alto super desconfortável, mas bonito; depilação de 3 em 3 semanas com cera quente (já me dá calafrios só de pensar na próxima!); malhar pesado na academia; entre outros procedimentos dolorosos aos quais me submeti e me submeto pela beleza... Acho que me senti desafiada, e tive vontade de ir até o fim!

Ao ser apresentada a esse novo mundo de diferenças entre os tipos de parto, nesse processo de conhecimento e descobertas, algumas pessoas foram fundamentais, e sem elas eu não teria alcançado meu “Everest”:

O meu muito obrigada ao meu marido, Raphael, que não só entendeu minha vontade, como se prontificou a estar ao meu lado em todos os momentos. E assim foi: leu vários livros, vários relatos, assistiu a vários vídeos comigo, acompanhou minhas consultas de pré-natal sempre muito curioso, buscando as respostas para as dúvidas que nos atormentavam, participou de palestras e cursos comigo, juntos encontramos nossa doula...
Mas, mais importante, esteve ao meu lado desde a primeira contração, às 3h04 da manhã, daquele lindo dia 16 de agosto de 2012. Aguentou firme a ansiedade e o nervosismo, não me deixando perceber nada, sempre demonstrando muita calma e principalmente muito carinho.
E me agüentou também – literalmente – pendurada em seus ombros durante 1h30 na fase de transição. Devo essa conquista a muitas pessoas, mas se tivesse que escolher apenas uma delas para passar por tudo novamente, essa pessoa seria você.
Meu lindo, minha vida, meu amor... A você, meu muito obrigada por estar ao meu lado, recebendo em nossos braços o nosso maior presente, nosso filho Filipe.

Agradeço imensamente à minha GO Dra. JulianaPaola Melhado Lima.
Fiquei surpresa ao descobrir, já na primeira consulta, sua preferência pelo parto normal – uma escolha um tanto quanto rara entre os profissionais da área.
Mas me surpreendi mesmo ao ver seu sorriso se abrir ao auscultar o coraçãozinho do Filipe pela primeira vez. Seus olhos cheios de emoção e seu sorriso cheio de alegria fariam qualquer um acreditar que era a primeira vez na vida que ela fazia aquilo. Mas não, ela faz isso todos os dias, e ainda assim consegue se emocionar a cada batida de coração que ausculta, pois, acreditem, foi assim durante os 9 meses de consultas.
Quando agradecia a ela por tudo, ainda na maternidade, e fiz esse comentário, sua resposta foi um tanto óbvia: “é sempre assim, Ju, e vou te dizer o porquê: porque eu amo o que eu faço.”
A mim, não restam dúvidas!
Quando perguntei, aos 5 meses de gestação, sobre a possibilidade do parto natural, nunca me recriminou, e disse que o faria sim, desde que eu e o Filipe estivéssemos bem. E assim foi: segurou minha mão quando preciso e me motivou até o fim; sabendo da minha decisão pelo parto sem intervenções, em momento algum me ofereceu qualquer tipo de alívio para dor. Quanto respeito pela minha escolha!
Ainda no quarto, enquanto aguardávamos o período final, pediu meu Plano de Parto – como ela poderia se lembrar? Em uma consulta, que nem me lembro quando, eu disse que faria um plano... e nunca mais falamos sobre isso!
Elaborei meu Plano de Parto da maneira que sonhava, mas jamais imaginei que ele pudesse ser seguido. Pedia um nascimento suave – parto Leboyer – o que implicaria em um ambiente calmo, luzes bem suaves, temperatura ambiente, aguardar o cordão umbilical parar de bater antes de cortá-lo, entre outros procedimentos que eu jamais acreditaria que pudessem ser realizados dentro de um hospital.
Além disso, ela foi atrás do pediatra neonatal para garantir também que o pós-parto fosse do jeito que eu queria: Filipe direto no meu colo depois do nascimento, amamentar, aquecê-lo em meu colo, tê-lo no quarto comigo logo após o seu banho... enfim, criar o vínculo mãe-bebê o mais rápido possível.
Às 20h07 do dia 16 de agosto de 2012, pesando 2.960kg e com 48 cm, Filipe veio ao mundo numa sala obstétrica onde todas as luzes estavam apagadas (a iluminação vinha apenas de fora da sala, pelo vidro da porta) e o ar condicionado estava desligado - o mais próximo possivel das condições em que se encontrava aqui dentro de mim. Sei que existem formas muito mais naturais e suaves de transição, mas dentro das minhas possibilidades (leia-se: total falta de coragem/vontade para um parto domiciliar), eu acredito que tenha sido, sim, um parto muito humanizado.
Obrigada, Dra Juliana, muito obrigada por me proporcionar algo que eu jamais imaginei ser possível! Você é muito especial!

À queridíssima Renata Machado, professora, mestra, amiga...
Rê, você foi luz na minha gestação e sei que continuará sendo luz no meu caminho.
Quanto carinho, quanta entrega, e quanto prazer você tem em ajudar suas “barrigudinhas” a caminhar na gestação de uma forma tranquila, positiva!
Obrigada por me apresentar esse mundo novo do parto natural, e me motivar a procurar respostas para todas as minhas perguntas, por me apresentar a Roda Bebedubem, por me acolher em seu grupo com tanto carinho, por me fazer entender o tal “empoderamento”!
Sem sombra de dúvidas, sem minhas aulas de yoga e as seções de “yogaterapia” eu jamais teria conseguido!
Minha respiração me sustentou e me garantiu forças até o fim, e sem seus ensinamentos teria sido muito, muito mais difícil... Saiba que lembrei de você em muitos momentos do meu trabalho de parto! O mantra “entrego, confio, aceito e agradeço”, ficou na minha cabeça o tempo todo - enquanto conseguia raciocinar.
Não tenho palavras suficientes para agradecer por tudo que me ensinou; levarei todas as lições comigo para o resto da vida!
Namastê!

Às minhas queridas doulas Flavia Penido e Debora Regina Magalhães Diniz.
Flavia por “doular” minha cabeça e meu coração, me preparando com tanto carinho e doçura para este momento. A cada reunião descobríamos algo novo, tirávamos nossas dúvidas, e crescia nossa esperança em conseguir chegar lá.
Obrigada por me tranquilizar tanto em relação a não conseguir chegar até o final sem intervenções. Quando te falei sobre o meu medo da dor, achei tão legal você me dizer que era ótimo não só ter esse medo, mas assumí-lo... Pra mim era inevitável pensar em tudo e não sentir esse medo horrível do desconhecido. Obrigada por me mostrar que sou humana, e por isso existia a possibilidade de não conseguir mesmo. Mas o fato de ter você – que já passou por essa experiência e acompanhou tantas outras mulheres e seus partos – me dizendo que é normal sim não conseguir, tirou um peso e tanto dos meus ombros. Acredito que essa leveza na minha alma tenha me deixado mais segura e tranquila...
Infelizmente, durante meu trabalho de parto você estava acompanhando outra gestante, por isso enviou a Debora em seu lugar. Graças a Deus você tinha um back up!
Debora, nem tenho como agradecer por todo carinho com que cuidou de mim... Obrigada pelas massagens – quanto alívio!!! – pelas palavras de motivação e incentivo...
Como era bom ter você ao meu lado me lembrando de não lutar contra a próxima onda, mas de me entregar a ela, de pensar em todas que já haviam passado, no tanto que eu já tinha sido forte... Como foi importante ter alguém me apoiando fisica e psicologicamente, como foi bom ter alguém que sabia exatamente o que estava acontecendo comigo e com meu corpo...
Não faz idéia da mistura de alegria, medo (mais medo? rs) e alívio que senti ao te ouvir dizer “bem-vinda ao expulsivo!” Seu incentivo, sua voz doce e baixinha, e sua mão pra me apoiar fizeram toda a diferença e eu garanto: sem as doulas também não teria conseguido chegar lá!
Que trabalho lindo vocês realizam! Que privilégio deve ser acompanhar e ajudar tantas mulheres a realizarem seus sonhos!
Obrigada, obrigada e obrigada!

Amiga Teca, era pra você estar lá com a gente... Mas tudo aconteceu um pouco antes do que imaginávamos e foi assim... Você ali, na porta do centro obstétrico ouvindo sua amiga e o choro de boas-vindas do Filipe... Você estava do lado de fora da sala, mas seu coração estava lá dentro com a gente, eu tenho certeza disso!

Hoje, 18 dias após o nascimento do Filipe, agradeço também todo apoio e carinho dos meus familiares e amigos neste pós-parto... Não compartilhei minha escolha com todos vocês, mas tinha meus motivos. Saber que estão tão orgulhosos quanto eu por ter conseguido me deixa muito, muito feliz!
Agradeço em especial meus pais e minhas irmãs, pela acolhida, pelo carinho, pela dedicação com o primeiro neto/sobrinho... Com vocês este começo está sendo muito mais fácil!

Enfim, foi uma grande jornada... De 39 semanas, 2 dias e 17 horas.
E receber em meus braços como recompensa o maior amor do mundo, faz tudo não só valer a pena, mas ter a certeza de que faria tudo de novo mais 100 vezes se preciso fosse.
Porque, depois de passar por tudo, hoje entendo e faço minhas as palavras da minha querida tia Ana Sá: “eu pude experimentar, na Terra, um pedacinho do Céu...”

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Festa de Aniversário Vegetariana - 2 anos

Foi uma festa com opções vegetetarianas e veganas, algumas saudáveis outras nem tanto. 
Uma festa infantil, de tarde, caseira, com a ajuda das amigas e da família. Gratidão define!
Uma festa cheia de música, colorida, leve!
Quis compartilhar com vocês esse dia tão especial!
E deixar o cardápio como sugestão (as comidas em letra verde são veganas)


(no final do post colocarei os contatos para todos os serviços que recomendo)


No video tem mais detalhes, e trechos da festa! Não deixem de assistir!

Decoração

- Bolas coloridas de cartolina penduradas em um barbante
- Chalkboard de curiosidades sobre a criança
- Quadro negro de boas vindas
- Flores em vidrinhos
- Toalha de mesa colorida e de bolinhas
- Flor mosquitinho e provencais para os docinhos
- Varal de Fotos
- Bandeirolas coloridas
- Letras em MDF pintadas
- Muito amor e carinho e muita ajuda das amigas e família! <3 Obrigada!



Bebidas:

Suco de uva integral - tinto e claro
Suco de tangerina e de Laranja
Chá gelado de capim limão com melissa
Chá mate gelado

Salgados

- Risoli de milho
- Coxinha de soja
- Enroladinho de alho poró
- Empada de palmito
- Empada de escarola
- Risoli de espinafre
- Pãozinho assado de queijo com tomate 
- Pão sem queijo (pãozinho de polvilho com batata)
- Sanduichinho de maionese vegana com cenoura ralada



- Pão comum para comer com as PASTAS
- Patê de cenoura (em barquinhas)
- Hommus (pasta de grão de bico)
- Patê de berinjela
- Patê de queijo












Doces:


- Gelatina vegana de morango (a base de alga)
- Sagu de chia com suco de uva integral
- Mousse de maracujá vegano com base de manga
- Beijinho vegano feito com leite de côco
- Docinho de tâmaras com castanhas e cacau
- Brigadeiro comum feito com cacau 100%
- Espetinho de frutas
- Bolo naked com morango e chantily
- Docinho de castanha de caju com uva passas (parece uma trufa branca)
- Curau de milho com leite vegetal salpicado de canela
- Brigadeiro de masala (tempero indiano) passado na canela com açucar
O BOLO



Bolo vegano, de chocolate meio amargo com morango, feito sob encomenda pela Paula Flório do Veggie Foods. Todos comeram sem saber que era um bolo feito sem leite e sem ovos, era macio e molhado, uma delícia! A Lara adorou atacar as bolinhas coloridas dele, e mamãe comeu junto com ela!

























DIVERSÃO:
Aluguei 1 cama elástica média (até 12kg) para que as crianças maiores também pudessem aproveitar. E 1 piscina de bolinhas.
 
Um tapete estendido na grama deixou os bebês engatinhantes mais livres.E um bastão de bolha de sabão fez a alegria de todos
 

Muita música infantil tocando (palavra cantada, bita, tiquequê, grupo triii, saltimbancos e outros)


A Lara amou a festa, brincou até de noite. Todos já tinham ido embora e ela ainda estava ligada no 220. Hoje ela ainda lembra e fala da festa, quando vê balões ou fotos fala do "aniversário da Lara" e bate palminha e ensaia um parabéns. Ela ficou muito feliz e valeu super a pena fazer a festa.

Espero que tenham gostado!



Contatos para quem é do Vale do Paraíba dos serviços que eu recomendo!

Fotografia - Bianca Lemos - https://www.facebook.com/fotografabiancalemos/

ChalkBoard - Detalier (que também faz decoração de festas) - https://www.facebook.com/detalierfestascomamor/

Bolo Vegano - Paula Flório - https://www.facebook.com/dietaveggie/

Doces naturais (e também salgados) - https://www.facebook.com/cafesalsinha/

Salgados Vegetarianos do Nelson (Jacareí) - Tel (12) 98847-5360

Quadro Negro de boas vindas - https://www.facebook.com/giovanasantosart/

Patê de Cenoura delícia (e outros, em SJC) - https://www.facebook.com/andreatheo.lohmann


Brinquedos alugados - https://www.facebook.com/brinquedosinflaveisparafesta/



sábado, 6 de agosto de 2016

Tudo (ou quase) que você precisa saber sobre Amamentação e como lidar com as dificuldades!

Não percam esse vídeo explicativo! Mandem pras amigas!
Tópicos abordados:
O bebê quer mamar o tempo todo
Mamar de madrugada
Peito ta murcho, ta faltando leite?
Peito é fábrica, não é depósito. O leite é produzido durante a mamada
Peito fabrica leite de acordo com a demanda do bebê
Bebê que mama leite materno pode ficar dias sem fazer cocô
Quanto leite cabe no estômago do bebê?
Tipos diferentes de leite materno, hidratante e mais gorduroso
Falta de orientação e apoio do próprio pediatra. Obsessão por ganho de peso nas tabelas
Mamadeira, confusão de bico e desmame precoce
Problemas com a pega da boca do bebê no seio. Corrigir!
Bebê gordo é bebê saudável?
Como é uma pega correta?
Toda mulher pode produzir leite para seu bebê, fórmula artificial é o último recurso!
Seio rachado, bico sangrando, dor ao amamentar, o que fazer?
Casca de banana pra cicatrizar, é bom?
Pomada ajuda? Tomar sol?
Concha de amamentação e absorvente de seio, o que é melhor usar?
Dica de posições pra amamentar
Peito empedrado, como aliviar


quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Como se preparar para a Amamentação e Semana Mundial de Aleitamento Materno - Atitudes Sustentáveis


Ao amamentar podemos contribuir para um mundo melhor?!

Vídeo meu com muitas dicas de como se preparar desde a gravidez para conseguir amamentar! O que fazer e o que não fazer! O que é normal e o que precisa de ajuda! Confiram no vídeo






E em comemoração a SMAM2016, um texto ótimo da convidada Fernanda Rezende, uma querida amiga de Brasília e moderadora do Grupo Virtual de Amamentação no facebook.

Hospitais e maternidades: como ter uma atitude sustentável em relação à amamentação?

Por Fernanda Rezende Silva

Em 1987, somente no Paquistão, 4,5 milhões de mamadeiras foram vendidas (fonte: http://pt.slideshare.net/Marcusrenato/o-impacto-ecolgico-da-alimentao-por-mamadeira-frmula-infantil). A maioria das mamadeiras é feita de plástico, geralmente reutilizável, mas raramente este plástico é reciclado no final de sua vida útil. Plástico leva mais de 400 anos para se decompor (fonte: 
http://www.mma.gov.br/estruturas/secex_consumo/_arquivos/8%20-%20mcs_lixo.pdf). Você já parou para pensar quanto lixo foi gerado só pelas mamadeiras do Paquistão em um único ano? 

A SMAM deste ano trouxe a reflexão sobre amamentação e sustentabilidade. É óbvio que amamentar é melhor para o bebê, para a mãe, para o meio ambiente, e as mães querem amamentar. Porque então ainda está sendo gerado tanto lixo e poluição com o processo de aleitamento artificial? Porque falta apoio e informação para as mulheres conseguirem amamentar. 

As maternidades oferecem LA para os recém-nascidos mesmo quando eles não precisam: praticamente todo bebê que nasce em hospital recebe a prescrição de LA "para o caso de necessidade". Mas o que é "caso de necessidade" para uma mãe que acabou de ter um bebê e ainda não sabe amamentar? Nem todo choro é sinal de fome, é impossível essa mãe saber (a menos que ela tenha estudado muito o assunto amamentação) se existe real necessidade. Algumas mães precisam brigar feito leoas para que seus bebês não recebam o tal LA, pois já virou protocolo da maioria das maternidades oferecer LA sem nem questionar. 

Adicionar legenda
Poucos hospitais têm profissionais que ensinam a amamentar corretamente (pega correta, ordenha, livre demanda, riscos dos bicos artificiais, posições de amamentação, etc.), e a maioria deles coloca em risco a amamentação ao incentivar o uso de chupetas e mamadeiras! Sim, com exceção dos Hospitais Amigos da Criança, na maioria das maternidades comuns os bebês recebem LA em chuquinha (mamadeira), muitas vezes antes mesmo de ter a primeira mamada no peito da mãe, e se o bebê precisa de internação o risco de também usar chupeta é alto. Para piorar: muitos hospitais ainda têm berçários, dificultando muito o contato da mãe com o seu bebê e o estabelecimento da amamentação. Começa na maternidade o pesadelo das mães que querem amamentar: ao invés do bebê seguir o caminho natural, que seria estar junto com a mãe e mamando no peito, este bebê está afastado da mãe tomando uma mamadeira de LA. O risco de confusão de bicos nestes casos é alto: se mesmo quando está tudo bem o bebê precisa de ajuda para aprender a mamar, imagine se já começar com LA e uma mamadeira atrapalhando. 

Quanto deste lixo gerado no Paquistão foi culpa dos hospitais/maternidades? É impossível saber ao certo, mas com certeza eles tiverem participação no início do processo de desmame da maioria desses bebês. 

E o que podemos fazer para tentar melhorar este cenário? Se já sabemos as causas, vamos pensar nas ações: 

- acabar com berçários nas maternidades: bebê saudável tem que ficar junto com a mãe; 
- treinar/atualizar os profissionais para que eles consigam efetivamente ajudar as mães a amamentar; 
- tirar dos protocolos o LA rotineiro: só deve ser oferecido LA para bebê que foi avaliado presencialmente por um pediatra e este confirmou por escrito a real necessidade deste bebê tomar LA (pouquíssimos casos justificam LA logo após o nascimento). 

Você conhece algum profissional ou empresário de hospital/maternidade? Mande este texto para ele - você poderá ajudar muitos bebês com esta ação. Você é um empresário do setor hospitalar? Use as dicas acima a seu favor: adotar medidas que favorecem a amamentação é algo que pode render uma bela campanha de marketing (mas precisa implementar de verdade, tá - lembre que as mães conversam MUITO entre si). 

O que nós mães podemos fazer? Exigir o fim dos berçários (bebê junto com a mãe o tempo todo), não aceitar o LA rotineiro (você pode fazer um documento por escrito dizendo que não permite que seu bebê tome LA sem necessidade médica comprovada), divulgar estas informações para outras mães, pois dessa forma estaremos ajudando outras mães a terem um início de amamentação mais tranquilo.

domingo, 31 de julho de 2016

Danoninho saudável - Receita sem leite e sem açúcar

Danoninho nutritivo, adequado para bebês acima de 1 ano e ótimo para adultos


Receita leva
-  200 g de uva passa branca
-  200g de castanha de caju crua sem sal
- 2 inhames médios com um fundinho de água (cozidos)
- 2 bandejas de morangos (ou 2 polpas)
- beterraba em pó para dar cor (talvez alguns pedaços da beterraba in natura funcione também)
- um pouco de leite de côco ou + água pra ajudar a bater no liquidificador

Tem vídeo ilustrativo com as explicações

Modo de fazer

     Descasque, pique e cozinhe o inhame bem coberto de água por cerca de 20min em fogo baixo, até ficar bem macio. Não tem problema se sobrar um pouquinho de água no fundo, cuidar para o inhame não secar enquanto cozinha
     Bata o inhame com as passas e as castanhas de caju no liquidificador, mexendo as vezes com uma colher para ir soltando e ajudar a bater tudo. Se precisar use um pouco de leite de côco pra facilitar a batida no liquidifcador.
     Coloque 2 bandeijas (ou polpas) de morangos bem lavados

     Aos poucos coloque a beterraba em pó ou ralada até chegar na cor desejada
     Servir e deixar na geladeira.
(Dica - você pode substituir o inhame - ou acrescentar mais na receita - 1 colher de chá de agar-agar - gelatina vegetal - com um pouco de água fervente, diluir o agar na água fervente e misturar na receita)



Fatores Nutricionais

O inhame é depurativo do sangue e fortalece o sistema imunológico. Tem efeito anti inflamatório e é rico em potássio, vitA e vit C, é rico em magnésio
A uva passas ajuda na digestão por ser rica em fibra e também é rica em potássio e magnésio, possui um açucar natural e também uma quantidade razoável de ferro.
Morangos são ricos em vit C e em magnésio
Castanhas são ótimas fontes de gorduras boas (poliinsaturadas) e ricas em proteínas, magnésio, fosforo e zinco.


Melhor que qualquer danoninho industrializado ou aquelas receitas caseiras cheias de gelatina, corantes, sucos em pó ou leite condensado!

terça-feira, 12 de julho de 2016

[Vídeo] Meu Relato de Parto contado em detalhes!.

Resolvi falar, resolvi gravar, resolvi contar tudo!!
Relato honesto, com todas as sensações, medos dúvidas e desafios.





Parte 1 - Parto Domiciliar planejado, está tudo ótimo



Parte 2 - O que está acontecendo? Está dando errado! 



Parte 3 - Transferência pro Hospital, Cesárea, a Recuperação



Passar por uma cesariana após ter planejado um parto domiciliar foi uma das coisas mais difíceis que vivi. O que eu tinha medo foi o que aconteceu, hoje eu percebo que enorme oportundiade para crescimento foi, e como eu precisei ser forte para encarar esse medo.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

10 Dicas para uma Introdução Alimentar de Sucesso com seu bebê!


10 Dicas para uma Introdução Alimentar de Sucesso com seu bebê!

Lista de sugestão de alimentos até os 12m

Não somos mães perfeitas e fazemos o possível. Essas dicas são mais para ajudar e menos para virar uma cobrança. 






VEJA O VÍDEO ABAIXO



10 Dicas para uma introdução alimentar saudável para o seu bebê! (o vídeo é mais comentado mas o resumo das dicas segue por escrito também)


1 - Estudos científicos tem comprovado que fatores nutricionais e metabólicos em fases iniciais do desenvolvimento humano têm efeito em longo prazo para toda a vida adulta. Isso quer dizer que os primeiros anos de alimentação do bebê são absolutamente essênciais para determinar como o corpo dele vai funcionar, e como será sua saúde na vida adulta. Agressões alimentares nessa primeira fase de vida, tão suscetível, podem causar efeitos negativos no futuro. Melhor garantir um futuro saudável para nossos filhos.

2- O leite materno continua sendo a principal fonte de nutrientes para o bebê até 1 ano de vida. A alimentação a partir dos 6 meses é complementar. A introdução dos alimentos só deve ser iniciada aos 6 meses, antes disso o bebê possui mais chances de desenvolver alergias alimentares e eczemas, pois o sistema digestivo da criança não está pronto para receber outros tipos de alimentos ainda. A partir do sexto mês o bebê começa a produzir enzimas digestivas em quantidades suficiente que permitem que ele aos poucos receba outros alimentos. A maturidade fisiológica e neurológica acompanha a habilidade de sentar e agarrar objetos. O bebê passa a não ter tanto o reflexo de empurrar a língua para frente. Mesmo o bebê que não mama no seio materno, e toma apenas fórmula láctea, mesmo este não deve introduzir os alimentos antes dos 6 meses (como de forma muito errada e irresponsável muitos pediatras vem indicando), essa é a instrução dada pela própria Sociedade Brasileira de Pediatria, baseada nos estudos mais recentes - o bebê deve continuar apenas com fórmula até os 6 meses, caso o leite materno não seja possível.

3 - Após os 6 meses o bebê deve receber alimentos complementares um a um, como caráter de teste, para aos poucos ir diversificando. Deve se ofertar os alimentos 3x ao dia para bebês que mamam no seio, e 5x caso não mamem mais. Se a criança recusar um alimento, deve-se oferecer novamente em outras ocasiões. É normal que leve-se até mesmo 10 exposições do mesmo alimento para que a criança passe a aceita-lo. Oferecer frutas como sobremesa é válido após as refeições principais pois ajuda na absorção do ferro presente nos alimentos vegetais como o feijão e as folhas verde-escuras.

4 -A capacidade gástrica da criança é pequena, e após os 6 meses é em torno de 20 a 30ml/kg. Por exemplo, uma criança com 7kg, tem uma capacidade gástrica em torno de 200ml, para cada refeição
.
5 -Não, a criança não precisa nem deve "experimentar" tudo que a família come, por exemplo iogurtes industrializados, queijinhos, bebidas alcólicas, achocolatados, sorvetes, biscotos recheados etc. A criança deve ser protegida de "experimentações" que não façam bem a ela.

6 - Nunca brigue com a criança para que ela coma tudo o que VOCÊ quer que ela coma. Não o obrigue a comer até o fim caso ele esteja dando claros sinais de já estar satisfeito. Geralmente somos ansiosas e esperamos que elas comam mais do que de fato precisam. Forçar o bebê a comer pode fazer com que ele aceite cada vez menos. Cuide para não transmitir sentimentos de frustração para a criança, e nem passe a mensagem de que ela será mais amada caso coma além do seu limite.

7 -Crianças tem personalidades diferentes e nem tudo que funcionou com um funciona com o outro. O paladar de cada um é único, e o apetite também pode variar.

8 - O leite de vaca integral, por várias razões, entre as quais o fato de ser pobre em ferro e zinco, não deverá ser introduzido antes dos 12 meses de vida. É um dos grandes responsáveis pela alta incidência de anemia ferropriva em menores de 2 anos no Brasil.

9 - Os sucos naturais devem ser evitados, mas se forem administrados que sejam dados no copo, de preferência após as refeições principais, e não em substituição a estas, em dose máxima de 100 mL/dia (manual SBP). Dê preferência a fruta in natura, sucos se transformam em açucar no organismo e contém poucas fibras.

10 - Alimentação não é apenas para o corpo, deve nutrir o emocional também. Faça desse momento algo alegre, interessante, tranquilo. Se alimentar não é apenas encher o estômago, permita que a criança se relacione com o alimento, não a alimente usando distrações, participe do momento. Deixe a criança se sujar e explorar a experiência.



Lista de alimentos que USEI e que "proibi" no primeiro ano de vida da minha filha. Apenas para ajudar a mostrar a variedade de opções do que o bebê pode comer.

VÍDEO COM A LISTA COMENTADA 



A LISTA



 Algumas explicações sobre o que NÃO PODE:

AGROTOXICOS: Segundo estudos da Fiocruz os agrotóxicos podem causar danos à saúde extremamente graves, como alterações hormonais e reprodutivas, danos hepáticos e renais, disfunções imunológicas, distúrbios cognitivos e neuromotores diversos tipos de câncer. Muitos desses efeitos podem ocorrer em níveis de dose muito baixos, como os que têm sido encontrados em alimentos, água e ambientes contaminados. Nem adultos deveriam consumir, mas o organismo de um bebê é muito sensível e suscetível a influências externas e deve ser prepservado ao máximo, assim evitamos mesmo aquele moranguinho gostoso ou um tomate. Se pudermos plantar em casa ou comprar orgânico, ai tudo bem!

LEITE DE VACA (e qualquer laticínio, queijos inclusos): Não são recomendados pela pediatra até 2 anos de vida. É um dos alimentos que mais causa alergias, a criança pode passar mal com náuseas e vômitos. É um alimento que predispõe a inflamações (otites, ficar encatarrada etc). Além disso o leite de vaca impede a absorção de ferro dos outros alimentos, deixando a criança propícia a ter anemia. Lara teve reação alérgica.

CAFEÍNA – café, chá mate, cacau – extremamente estimulante para o bebê, e atrapalha a absorção de vários nutrientes importantes como o ferro. Anemia na infância prejudica o desenvolvimento cerebral.

SAL: Sal é sódio e iodo, o sódio em excesso faz mal pra saúde, sobrecarrega os rins e altera a pressão. O sódio já está presente intrinsecamente em quase todos os alimentos que consumimos.

GLUTAMATO MONOSSÓDICO (presente em caldos de legumes, temperos prontos, shoyu, sopas prontas, diversos industrializados etc): é uma toxina que estimula suas células a ponto de danificá-las ou mata-las. Age em células cerebrais podendo causar dores de cabeça, depressão, palpitação cardíaca, sonolência, fraqueza.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Rótulos na Infância - Formação da nossa Identidade

Aconteceu algo no parquinho,  e parei pra pensar nessas questões. Vim contar minhas reflexões pra vocês!



Na sua infância, como sua família te chamava?
Seus professores, colegas? Quem você era? Você era o problemático? A estudiosa? O corajoso? A princesa? Você era preguiçoso? Você era a boazinha? Teimosa? Estabanada? Coitadinho? A responsável e mais madura que os outros? O caso perdido?
Você se sentiu marcado pelas coisas que diziam a seu respeito?
E enquanto adulto, como vai seu senso de identidade? Você sente necessidade de se identificar com alguns grupos?
Esses rótulos te limitaram na vida? Fizeram de você mais tímida ou mais raivosa? Te impediram de ir atrás de sonhos por não acreditar que conseguiria?

Deixe um comentário, conte como foi pra você? Vamos falar sobre isso!!



Deixo como sugestão um trecho do documentário Tarja Branca que fala sobre a importância de preserva a infância, o brincar, o direito de ser o que se é! https://www.facebook.com/mariafarinhafilmes/videos/886427971428534/


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