domingo, 16 de outubro de 2016

A polêmica das VACINAS! Você vai mesmo vacinar seu bebê?!

Ter uma ótima imunidade e uma vida saudável é o suficiente pra prevenir certas doenças? Vacinas fazem mal? Como surgiram essas doenças?
Confira no vídeo!



sexta-feira, 7 de outubro de 2016

3 vídeos sobre DESMAME! Criança grande mamando - Não aguento mais amamentar - Desmame Noturno

1 - Como saber a hora de parar de amamentar? Amamentação prolongada é só depois dos 2 anos, e tudo bem! Como fica a livre demanda? Quem define a hora de desmamar?



2 - Não aguento mais amamentar! Perturbação da amamentação, saiba o que é isso e quais os sintomas. Sensação de angústia ao amamentar, por que poucas falam disso?


3 - Relato pessoal e bem sincero de como foram as tentativas de desmame noturno aqui (quando ela tinha 2 anos) o que deu certo e o que deu errado! Dicas sobre desmame gradual e respeitoso e como estou levando atualmente esse desmame aos poucos


quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Já pensou em ter uma DOULA no seu PARTO?

PRA QUE SERVE UMA DOULA? Vídeo pra quem não gosta de texto ;)

1 - O que é uma doula?

A doula é uma figura feminina que preenche a lacuna criada no ambiente hospitalar da presença de uma mulher apoiando outra mulher. O papel da doula é servir a mulher em trabalho de parto, ela fornece apoio informativo -- considerando que o conhecimento e o acesso a boas informações traz uma forma mais segura e consciente de fazer escolhas -- tirando dúvidas e ajudando a mulher no decorrer do prenatal a entender seus desejos e o que fazer para alcança-los. Durante o parto a douladá suporte físico e emocional e se faz disponível para a gestante sempre que ela precisar. É aquele ombro amigo que entende do assunto, que não vai assustar com histórias nem mitos, que vai acolher e explicar, respeitar e abraçar. Enquanto estão todos preocupados com procedimentos técnicos e com o bebê, a doula tem foco na mãe. E sendo uma profissional treinada ela tem um olhar acostumado com o parto, e isso acalma inclusive os pais presentes, pois a doula age como uma guia etapa após etapa acolhendo as emoções da mulher, sugerindo posições, servindo-a no que ela necessitar, seja uma toalha fria na testa para secar o suor, seja alcançar um copo d'água, ou massagens durante as contrações. A doula é como uma personal trainner de parto, ela está ali para a mulher, e acredita profundamente na força dessa mulher, e dá força verbal para que ela siga em frente, mesmo quando tudo parece difícil, e tem braços fortes para apoiar a mulher físicamente. É alguém que está ali para o que você precisa, mas com um olhar treinado e atento às etapas do trabalho de parto.

 2 - O que uma doula não faz? 
A doula não faz procedimentos médicos ou da enfermagem como exame de toque, aferição da pressão arterial, verificação dos batimentos cardíacos do bebê. Não é papel da doula executar nenhum procedimento técnico nem aplicar nenhum tipo de medicação. A doula também não toma nenhuma decisão pela parturiente, mas acolhe as vontades desta e encoraja a mulher em suas escolhas, auxiliando ela a receber as informações necessárias para fazer escolhas conscientes. A doula também não substitui o acompanhante de escolha da parturiente.

3 - Quais são as vantagens de ter uma doula para auxiliar a vinda do bebê?

As pesquisas têm mostrado que a atuação da doula no parto pode:
diminuir em 50% as taxas de cesárea
diminuir em 20% a duração do trabalho de parto
diminuir em 60% os pedidos de anestesia
diminuir em 40% o uso da oxitocina
diminuir em 40% o uso de forceps.

Há uma frase por John Kennell que diz que "Se a doula fosse um remédio seria antiético não receitar"
A presença de uma doula no parto pode tornar a experiência mais satisfatória pra mulher.


4 - Qual a diferença entre doula e parteira?
Muita gente confunde a figura da doula com a da parteira, porém são papeis extremamente diferentes. A doula não tem nenhuma responsabilidade legal e técnica em relação ao parto. Ela não presta assistência ao parto, ela não é necessariamente um profissional da saúde. Ela auxilia e apoia a mulher em trabalho de parto, dando apoio físico e emocional. Podemos dizer que quem "faz" o parto, é a própria mulher, pois depende dela e acontece no corpo dela, enquanto a parteira (seja ela uma parteira tradicional, uma enfermeira obstetra, obstetriz ou obstetra) assiste o parto (preservando a saúde da mãe e do bebê), e a doula assiste a mulher (provendo tudo que ela necessita no momento). Enquanto a equipe está ocupada com o monitoramento da mãe e do bebê, as avaliações e o cuidado com a saúde, a doula está ocupada com a mãe.



5 - Qual é o papel da doula no parto humanizado?

Antes do parto a doula orienta a gestante sobre o que esperar, explica como acontece o trabalho de parto, e a prepara para os detalhes dessa jornada. Explica os procedimentos, auxilia na escolha da equipe, tira dúvidas, como uma guia que dá um "mapa" do caminho, para que a gestante possa preparar sua "mochila" e saber por onde irá pisar. Durante o parto a doula é a pessoa que muitas vezes vai "adivinhar" o que a mulher necessita, vai procurar garantir seu bem estar físico e emocional, seu conforto térmico, sua alimentação e hidratação, e principalmente dar apoio nas posições, sorrisos nas dores, palavras de incentivo, e vai "traduzir" o que está acontecendo, funcionando como uma interface entre os termos médicos e a parturiente. A doula vai ambientar o local pra que se torne mais aconchegante, ou ajudar a mulher a relaxar com respirações e propor medidas não farmacológicas para alívio das dores, seja sugestões de ir ao chuveiro, posturas ou massagens. No pós parto a doula costuma visitar a família e auxiliar na amamentação e primeiros cuidados com o bebê.

6 - Como encontrar uma doula? 
A melhor forma de encontrar uma doula é procurando grupos de apoio à gestação e parto humanizado na sua cidade. Geralmente são grupos coordenados por doulas, que conhecem outras doulas. Grupos na internet e alguns sites também reúnem o contato de algumas doulas, experientes ou iniciantes. A maioria das pessoas contrata adoula por indicação, o velho boca-a-boca. Muitas doulas começam atuando de forma voluntária, para ganhar experiência, seja auxiliando amigas ou voluntariando em hospitais públicos. Cada doula irá atuar a sua própria maneira e ter seus "pacotes" de atendimento (as visitas e encontros pré e pós parto, o atendimento no parto), o importante é encontrar uma com quem você tenha afinidade e sinta confiança, afinal ela estará lá para você em um momento fundamental na sua vida. Os valores variam de R$500 a R$2.000 reais, dependendo da região do país, da experiência da doula e do que ela agrega em seu atendimento, é uma atenção muito personalizada.

7 - Quem pode se tornar uma doula? Existe curso de doula?

Qualquer mulher com um profundo desejo de ajudar outras mulheres, e total confiança na fisiologia do parto, de que é possivel para as mulheres parirem de forma transformadora, pode se tornar uma doula. Para se tornar doula é importante compreender que a gestante é a protagonista de seu parto, e nós somos apenas coadjuvantes dipostas a nos entregar a uma ação de profundo cuidado e carinho, que pode levar poucas horas, ou muitas, que pode exigir que fiquemos acordadas a madrugada inteira, nos molhemos no chuveiro e sejamos testadas física e emocionalmente. Uma doula não precisa ser necessariamente uma ativista, mas ela não deve aceitar em seu íntimo as injustiças e tudo de errado e violento que ela vê no sistema obstétrico vigente. O compromisso da doula é com a mulher, e apenas com esta. Existem cursos de doulas em diversas cidades brasileiras, e eles dão um preparo inicial, mas a mulher deve procurar também estudar muito por si mesma, e buscar estar sempre se melhorando. No final das contas, a doula é apenas uma serva, mas até para isso é preciso saber servir bem, e isso inclui respeitar as decisões da mulher mesmo quando elas não são as que você tomaria para si, e inclui saber explicar os fatos mesmo quando estes podem desagradar a gestante, pois o que queremos é ajudar as mulheres a fazerem suas próprias escolhas de forma consciente.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Amamentação Prolongada - Depois de 2 anos vira água?!

Ainda existem benefícios no leite materno quando a criança completa 2 anos de amamentação.
Amamentar é uma relação delicada entre mãe e bebê e apenas eles podem juntos decidir a hora de parar. Não há nada de errado em amamentar uma criança de mais de 2 anos, a OMS recomenda pelo menos 2 anos de amamentação, e não no máximo.



Acompanhe mais sobre o assunto no vídeo abaixo!


sábado, 3 de setembro de 2016

Relato de Parto da Juliana Santini Racca - Nascimento do Filipe

Parto Humanizado e Natural em São José dos Campos

Atendendo a alguns pedidos, gostaria de dividir com vocês o meu relato de parto.
Queria deixar claro que jamais criticaria as mulheres que escolheram (e escolherão) caminhos diferentes na hora do parto. “Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”, e por isso todas têm o direito de fazer a sua opção. Decidi dividir esse relato porque acredito que ele poderá fazer algumas mulheres buscarem mais informações sobre o assunto, e quem sabe ajudá-las a fazer suas escolhas com um olhar diferente a respeito dos tipos de parto. De qualquer forma, independente da forma que se dá, acredito que a maternidade por si só já é suficiente para transformar – e melhorar – qualquer mulher.


17 horas.
De entrega.
De espera.
De medo.
De coragem.
De concentração.
De dor - muita dor.

As contrações começaram às 3h04 da manhã, já de 4 em 4 minutos, oscilando algumas vezes de 10 em 10, 9 em 9 minutos... Relutei em acreditar que estava em trabalho de parto, então comecei a anotar a hora em que vinham, e voltava a dormir. Porém, uma hora depois, foi inevitável sair da cama.
Aguardei até às 7h00 para ligar para a Flavia, nossa doula, e ter a certeza de que chegava a hora... E então, às 9h00 da manhã, após perder o tampão, eu tive a certeza: Filipe estava cada vez mais próximo!
Um pouco depois, a bolsa estourou, e então a Flávia, que estava acompanhando outro trabalho de parto, mandou sua back up, a Debora.
Entre uma contração e outra, ainda aguentava conversar, ainda ria com as piadas, conseguia pensar em outras coisas.
Meu marido, Raphael, preparou o almoço – eu tinha em meus planos deixar algo pronto para o dia “P”, mas estava esperando que isso acontecesse apenas depois das 40 semanas! E ainda eram 39 semanas e 2 dias!
Seu macarrão ao molho branco ficou uma super “gororoba”, mas ele e a Debora conseguiram comer! Eu não tinha vontade nem forças para isso! Para mim, ele preparou uma deliciosa salada de frutas, que comi bem devagar...
Perdi completamente a noção do tempo, as horas os minutos... Ao mesmo tempo em que minha lembrança me diz que cada contração demorava uma eternidade para passar, me parece que o dia voou!
Por volta das 16h00 a enfermeira Patrícia veio me examinar e então senti um grande gelo no estômago: já estava com 7 cm de dilatação! Era hora de ir para o hospital!
Que mistura de sentimentos... quanto medo...
.
Foram meses estudando, pesquisando, tentando entender que diferença haveria entre um parto normal e um parto natural.
Dentre os inúmeros relatos de parto natural que li, o trecho de um deles me chamou muito a atenção:
“A enfermeira que havia ficado na sala com os olhos estatelados de horror me viu passar sozinha de uma maca para outra. Me elogiou muito, disse que nunca viu nada parecido e admitiu que não teria coragem de enfrentar isso... ...Se privar do prazer de parir é o maior crime que uma mulher pode cometer contra si própria. É absolutamente incompreensível que as mulheres aceitem sentir dor para fazer depilação, para tirar a sobrancelha, para se submeter a uma lipoaspiração, para injetar toxina botulínica, para usar salto agulha, tudo em nome da vaidade e da beleza, e fujam da dor mais libertadora que existe no mundo.
Eu jamais seria hipócrita de dizer que parir sem anestesia não dói. Dói sim! Mas é a dor mais prazerosa que existe, mais transformadora. Clichês à parte, dar à luz um filho de forma natural, fisiológica, sem nenhum tipo de intervenção, é uma força tão transformadora que equivale a nascer novamente. Desde o meu parto me sinto tão poderosa, tão forte, tão mulher, segura e determinada que quase mais nada me amedronta. Me sinto pronta para viver de verdade.”
http://www.maternidadeativa.com.br/relato13.html

Fiquei tão emocionada e ao mesmo tempo intrigada com esse depoimento, que o lia quase todos os dias, de forma a me motivar a manter minha decisão até o fim. Nunca havia pensado na dor do parto desta forma, e, como mulher vaidosa – e muito – que sou, não pude deixar de pensar e repensar em todas as coisas que faço em nome da beleza, e que me causam tanto sofrimento e dor: andar naquele sapato de salto alto super desconfortável, mas bonito; depilação de 3 em 3 semanas com cera quente (já me dá calafrios só de pensar na próxima!); malhar pesado na academia; entre outros procedimentos dolorosos aos quais me submeti e me submeto pela beleza... Acho que me senti desafiada, e tive vontade de ir até o fim!

Ao ser apresentada a esse novo mundo de diferenças entre os tipos de parto, nesse processo de conhecimento e descobertas, algumas pessoas foram fundamentais, e sem elas eu não teria alcançado meu “Everest”:

O meu muito obrigada ao meu marido, Raphael, que não só entendeu minha vontade, como se prontificou a estar ao meu lado em todos os momentos. E assim foi: leu vários livros, vários relatos, assistiu a vários vídeos comigo, acompanhou minhas consultas de pré-natal sempre muito curioso, buscando as respostas para as dúvidas que nos atormentavam, participou de palestras e cursos comigo, juntos encontramos nossa doula...
Mas, mais importante, esteve ao meu lado desde a primeira contração, às 3h04 da manhã, daquele lindo dia 16 de agosto de 2012. Aguentou firme a ansiedade e o nervosismo, não me deixando perceber nada, sempre demonstrando muita calma e principalmente muito carinho.
E me agüentou também – literalmente – pendurada em seus ombros durante 1h30 na fase de transição. Devo essa conquista a muitas pessoas, mas se tivesse que escolher apenas uma delas para passar por tudo novamente, essa pessoa seria você.
Meu lindo, minha vida, meu amor... A você, meu muito obrigada por estar ao meu lado, recebendo em nossos braços o nosso maior presente, nosso filho Filipe.

Agradeço imensamente à minha GO Dra. JulianaPaola Melhado Lima.
Fiquei surpresa ao descobrir, já na primeira consulta, sua preferência pelo parto normal – uma escolha um tanto quanto rara entre os profissionais da área.
Mas me surpreendi mesmo ao ver seu sorriso se abrir ao auscultar o coraçãozinho do Filipe pela primeira vez. Seus olhos cheios de emoção e seu sorriso cheio de alegria fariam qualquer um acreditar que era a primeira vez na vida que ela fazia aquilo. Mas não, ela faz isso todos os dias, e ainda assim consegue se emocionar a cada batida de coração que ausculta, pois, acreditem, foi assim durante os 9 meses de consultas.
Quando agradecia a ela por tudo, ainda na maternidade, e fiz esse comentário, sua resposta foi um tanto óbvia: “é sempre assim, Ju, e vou te dizer o porquê: porque eu amo o que eu faço.”
A mim, não restam dúvidas!
Quando perguntei, aos 5 meses de gestação, sobre a possibilidade do parto natural, nunca me recriminou, e disse que o faria sim, desde que eu e o Filipe estivéssemos bem. E assim foi: segurou minha mão quando preciso e me motivou até o fim; sabendo da minha decisão pelo parto sem intervenções, em momento algum me ofereceu qualquer tipo de alívio para dor. Quanto respeito pela minha escolha!
Ainda no quarto, enquanto aguardávamos o período final, pediu meu Plano de Parto – como ela poderia se lembrar? Em uma consulta, que nem me lembro quando, eu disse que faria um plano... e nunca mais falamos sobre isso!
Elaborei meu Plano de Parto da maneira que sonhava, mas jamais imaginei que ele pudesse ser seguido. Pedia um nascimento suave – parto Leboyer – o que implicaria em um ambiente calmo, luzes bem suaves, temperatura ambiente, aguardar o cordão umbilical parar de bater antes de cortá-lo, entre outros procedimentos que eu jamais acreditaria que pudessem ser realizados dentro de um hospital.
Além disso, ela foi atrás do pediatra neonatal para garantir também que o pós-parto fosse do jeito que eu queria: Filipe direto no meu colo depois do nascimento, amamentar, aquecê-lo em meu colo, tê-lo no quarto comigo logo após o seu banho... enfim, criar o vínculo mãe-bebê o mais rápido possível.
Às 20h07 do dia 16 de agosto de 2012, pesando 2.960kg e com 48 cm, Filipe veio ao mundo numa sala obstétrica onde todas as luzes estavam apagadas (a iluminação vinha apenas de fora da sala, pelo vidro da porta) e o ar condicionado estava desligado - o mais próximo possivel das condições em que se encontrava aqui dentro de mim. Sei que existem formas muito mais naturais e suaves de transição, mas dentro das minhas possibilidades (leia-se: total falta de coragem/vontade para um parto domiciliar), eu acredito que tenha sido, sim, um parto muito humanizado.
Obrigada, Dra Juliana, muito obrigada por me proporcionar algo que eu jamais imaginei ser possível! Você é muito especial!

À queridíssima Renata Machado, professora, mestra, amiga...
Rê, você foi luz na minha gestação e sei que continuará sendo luz no meu caminho.
Quanto carinho, quanta entrega, e quanto prazer você tem em ajudar suas “barrigudinhas” a caminhar na gestação de uma forma tranquila, positiva!
Obrigada por me apresentar esse mundo novo do parto natural, e me motivar a procurar respostas para todas as minhas perguntas, por me apresentar a Roda Bebedubem, por me acolher em seu grupo com tanto carinho, por me fazer entender o tal “empoderamento”!
Sem sombra de dúvidas, sem minhas aulas de yoga e as seções de “yogaterapia” eu jamais teria conseguido!
Minha respiração me sustentou e me garantiu forças até o fim, e sem seus ensinamentos teria sido muito, muito mais difícil... Saiba que lembrei de você em muitos momentos do meu trabalho de parto! O mantra “entrego, confio, aceito e agradeço”, ficou na minha cabeça o tempo todo - enquanto conseguia raciocinar.
Não tenho palavras suficientes para agradecer por tudo que me ensinou; levarei todas as lições comigo para o resto da vida!
Namastê!

Às minhas queridas doulas Flavia Penido e Debora Regina Magalhães Diniz.
Flavia por “doular” minha cabeça e meu coração, me preparando com tanto carinho e doçura para este momento. A cada reunião descobríamos algo novo, tirávamos nossas dúvidas, e crescia nossa esperança em conseguir chegar lá.
Obrigada por me tranquilizar tanto em relação a não conseguir chegar até o final sem intervenções. Quando te falei sobre o meu medo da dor, achei tão legal você me dizer que era ótimo não só ter esse medo, mas assumí-lo... Pra mim era inevitável pensar em tudo e não sentir esse medo horrível do desconhecido. Obrigada por me mostrar que sou humana, e por isso existia a possibilidade de não conseguir mesmo. Mas o fato de ter você – que já passou por essa experiência e acompanhou tantas outras mulheres e seus partos – me dizendo que é normal sim não conseguir, tirou um peso e tanto dos meus ombros. Acredito que essa leveza na minha alma tenha me deixado mais segura e tranquila...
Infelizmente, durante meu trabalho de parto você estava acompanhando outra gestante, por isso enviou a Debora em seu lugar. Graças a Deus você tinha um back up!
Debora, nem tenho como agradecer por todo carinho com que cuidou de mim... Obrigada pelas massagens – quanto alívio!!! – pelas palavras de motivação e incentivo...
Como era bom ter você ao meu lado me lembrando de não lutar contra a próxima onda, mas de me entregar a ela, de pensar em todas que já haviam passado, no tanto que eu já tinha sido forte... Como foi importante ter alguém me apoiando fisica e psicologicamente, como foi bom ter alguém que sabia exatamente o que estava acontecendo comigo e com meu corpo...
Não faz idéia da mistura de alegria, medo (mais medo? rs) e alívio que senti ao te ouvir dizer “bem-vinda ao expulsivo!” Seu incentivo, sua voz doce e baixinha, e sua mão pra me apoiar fizeram toda a diferença e eu garanto: sem as doulas também não teria conseguido chegar lá!
Que trabalho lindo vocês realizam! Que privilégio deve ser acompanhar e ajudar tantas mulheres a realizarem seus sonhos!
Obrigada, obrigada e obrigada!

Amiga Teca, era pra você estar lá com a gente... Mas tudo aconteceu um pouco antes do que imaginávamos e foi assim... Você ali, na porta do centro obstétrico ouvindo sua amiga e o choro de boas-vindas do Filipe... Você estava do lado de fora da sala, mas seu coração estava lá dentro com a gente, eu tenho certeza disso!

Hoje, 18 dias após o nascimento do Filipe, agradeço também todo apoio e carinho dos meus familiares e amigos neste pós-parto... Não compartilhei minha escolha com todos vocês, mas tinha meus motivos. Saber que estão tão orgulhosos quanto eu por ter conseguido me deixa muito, muito feliz!
Agradeço em especial meus pais e minhas irmãs, pela acolhida, pelo carinho, pela dedicação com o primeiro neto/sobrinho... Com vocês este começo está sendo muito mais fácil!

Enfim, foi uma grande jornada... De 39 semanas, 2 dias e 17 horas.
E receber em meus braços como recompensa o maior amor do mundo, faz tudo não só valer a pena, mas ter a certeza de que faria tudo de novo mais 100 vezes se preciso fosse.
Porque, depois de passar por tudo, hoje entendo e faço minhas as palavras da minha querida tia Ana Sá: “eu pude experimentar, na Terra, um pedacinho do Céu...”

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Festa de Aniversário Vegetariana - 2 anos

Foi uma festa com opções vegetetarianas e veganas, algumas saudáveis outras nem tanto. 
Uma festa infantil, de tarde, caseira, com a ajuda das amigas e da família. Gratidão define!
Uma festa cheia de música, colorida, leve!
Quis compartilhar com vocês esse dia tão especial!
E deixar o cardápio como sugestão (as comidas em letra verde são veganas)


(no final do post colocarei os contatos para todos os serviços que recomendo)


No video tem mais detalhes, e trechos da festa! Não deixem de assistir!

Decoração

- Bolas coloridas de cartolina penduradas em um barbante
- Chalkboard de curiosidades sobre a criança
- Quadro negro de boas vindas
- Flores em vidrinhos
- Toalha de mesa colorida e de bolinhas
- Flor mosquitinho e provencais para os docinhos
- Varal de Fotos
- Bandeirolas coloridas
- Letras em MDF pintadas
- Muito amor e carinho e muita ajuda das amigas e família! <3 Obrigada!



Bebidas:

Suco de uva integral - tinto e claro
Suco de tangerina e de Laranja
Chá gelado de capim limão com melissa
Chá mate gelado

Salgados

- Risoli de milho
- Coxinha de soja
- Enroladinho de alho poró
- Empada de palmito
- Empada de escarola
- Risoli de espinafre
- Pãozinho assado de queijo com tomate 
- Pão sem queijo (pãozinho de polvilho com batata)
- Sanduichinho de maionese vegana com cenoura ralada



- Pão comum para comer com as PASTAS
- Patê de cenoura (em barquinhas)
- Hommus (pasta de grão de bico)
- Patê de berinjela
- Patê de queijo












Doces:


- Gelatina vegana de morango (a base de alga)
- Sagu de chia com suco de uva integral
- Mousse de maracujá vegano com base de manga
- Beijinho vegano feito com leite de côco
- Docinho de tâmaras com castanhas e cacau
- Brigadeiro comum feito com cacau 100%
- Espetinho de frutas
- Bolo naked com morango e chantily
- Docinho de castanha de caju com uva passas (parece uma trufa branca)
- Curau de milho com leite vegetal salpicado de canela
- Brigadeiro de masala (tempero indiano) passado na canela com açucar
O BOLO



Bolo vegano, de chocolate meio amargo com morango, feito sob encomenda pela Paula Flório do Veggie Foods. Todos comeram sem saber que era um bolo feito sem leite e sem ovos, era macio e molhado, uma delícia! A Lara adorou atacar as bolinhas coloridas dele, e mamãe comeu junto com ela!

























DIVERSÃO:
Aluguei 1 cama elástica média (até 12kg) para que as crianças maiores também pudessem aproveitar. E 1 piscina de bolinhas.
 
Um tapete estendido na grama deixou os bebês engatinhantes mais livres.E um bastão de bolha de sabão fez a alegria de todos
 

Muita música infantil tocando (palavra cantada, bita, tiquequê, grupo triii, saltimbancos e outros)


A Lara amou a festa, brincou até de noite. Todos já tinham ido embora e ela ainda estava ligada no 220. Hoje ela ainda lembra e fala da festa, quando vê balões ou fotos fala do "aniversário da Lara" e bate palminha e ensaia um parabéns. Ela ficou muito feliz e valeu super a pena fazer a festa.

Espero que tenham gostado!



Contatos para quem é do Vale do Paraíba dos serviços que eu recomendo!

Fotografia - Bianca Lemos - https://www.facebook.com/fotografabiancalemos/

ChalkBoard - Detalier (que também faz decoração de festas) - https://www.facebook.com/detalierfestascomamor/

Bolo Vegano - Paula Flório - https://www.facebook.com/dietaveggie/

Doces naturais (e também salgados) - https://www.facebook.com/cafesalsinha/

Salgados Vegetarianos do Nelson (Jacareí) - Tel (12) 98847-5360

Quadro Negro de boas vindas - https://www.facebook.com/giovanasantosart/

Patê de Cenoura delícia (e outros, em SJC) - https://www.facebook.com/andreatheo.lohmann


Brinquedos alugados - https://www.facebook.com/brinquedosinflaveisparafesta/



sábado, 6 de agosto de 2016

Tudo (ou quase) que você precisa saber sobre Amamentação e como lidar com as dificuldades!

Não percam esse vídeo explicativo! Mandem pras amigas!
Tópicos abordados:
O bebê quer mamar o tempo todo
Mamar de madrugada
Peito ta murcho, ta faltando leite?
Peito é fábrica, não é depósito. O leite é produzido durante a mamada
Peito fabrica leite de acordo com a demanda do bebê
Bebê que mama leite materno pode ficar dias sem fazer cocô
Quanto leite cabe no estômago do bebê?
Tipos diferentes de leite materno, hidratante e mais gorduroso
Falta de orientação e apoio do próprio pediatra. Obsessão por ganho de peso nas tabelas
Mamadeira, confusão de bico e desmame precoce
Problemas com a pega da boca do bebê no seio. Corrigir!
Bebê gordo é bebê saudável?
Como é uma pega correta?
Toda mulher pode produzir leite para seu bebê, fórmula artificial é o último recurso!
Seio rachado, bico sangrando, dor ao amamentar, o que fazer?
Casca de banana pra cicatrizar, é bom?
Pomada ajuda? Tomar sol?
Concha de amamentação e absorvente de seio, o que é melhor usar?
Dica de posições pra amamentar
Peito empedrado, como aliviar


quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Como se preparar para a Amamentação e Semana Mundial de Aleitamento Materno - Atitudes Sustentáveis


Ao amamentar podemos contribuir para um mundo melhor?!

Vídeo meu com muitas dicas de como se preparar desde a gravidez para conseguir amamentar! O que fazer e o que não fazer! O que é normal e o que precisa de ajuda! Confiram no vídeo






E em comemoração a SMAM2016, um texto ótimo da convidada Fernanda Rezende, uma querida amiga de Brasília e moderadora do Grupo Virtual de Amamentação no facebook.

Hospitais e maternidades: como ter uma atitude sustentável em relação à amamentação?

Por Fernanda Rezende Silva

Em 1987, somente no Paquistão, 4,5 milhões de mamadeiras foram vendidas (fonte: http://pt.slideshare.net/Marcusrenato/o-impacto-ecolgico-da-alimentao-por-mamadeira-frmula-infantil). A maioria das mamadeiras é feita de plástico, geralmente reutilizável, mas raramente este plástico é reciclado no final de sua vida útil. Plástico leva mais de 400 anos para se decompor (fonte: 
http://www.mma.gov.br/estruturas/secex_consumo/_arquivos/8%20-%20mcs_lixo.pdf). Você já parou para pensar quanto lixo foi gerado só pelas mamadeiras do Paquistão em um único ano? 

A SMAM deste ano trouxe a reflexão sobre amamentação e sustentabilidade. É óbvio que amamentar é melhor para o bebê, para a mãe, para o meio ambiente, e as mães querem amamentar. Porque então ainda está sendo gerado tanto lixo e poluição com o processo de aleitamento artificial? Porque falta apoio e informação para as mulheres conseguirem amamentar. 

As maternidades oferecem LA para os recém-nascidos mesmo quando eles não precisam: praticamente todo bebê que nasce em hospital recebe a prescrição de LA "para o caso de necessidade". Mas o que é "caso de necessidade" para uma mãe que acabou de ter um bebê e ainda não sabe amamentar? Nem todo choro é sinal de fome, é impossível essa mãe saber (a menos que ela tenha estudado muito o assunto amamentação) se existe real necessidade. Algumas mães precisam brigar feito leoas para que seus bebês não recebam o tal LA, pois já virou protocolo da maioria das maternidades oferecer LA sem nem questionar. 

Adicionar legenda
Poucos hospitais têm profissionais que ensinam a amamentar corretamente (pega correta, ordenha, livre demanda, riscos dos bicos artificiais, posições de amamentação, etc.), e a maioria deles coloca em risco a amamentação ao incentivar o uso de chupetas e mamadeiras! Sim, com exceção dos Hospitais Amigos da Criança, na maioria das maternidades comuns os bebês recebem LA em chuquinha (mamadeira), muitas vezes antes mesmo de ter a primeira mamada no peito da mãe, e se o bebê precisa de internação o risco de também usar chupeta é alto. Para piorar: muitos hospitais ainda têm berçários, dificultando muito o contato da mãe com o seu bebê e o estabelecimento da amamentação. Começa na maternidade o pesadelo das mães que querem amamentar: ao invés do bebê seguir o caminho natural, que seria estar junto com a mãe e mamando no peito, este bebê está afastado da mãe tomando uma mamadeira de LA. O risco de confusão de bicos nestes casos é alto: se mesmo quando está tudo bem o bebê precisa de ajuda para aprender a mamar, imagine se já começar com LA e uma mamadeira atrapalhando. 

Quanto deste lixo gerado no Paquistão foi culpa dos hospitais/maternidades? É impossível saber ao certo, mas com certeza eles tiverem participação no início do processo de desmame da maioria desses bebês. 

E o que podemos fazer para tentar melhorar este cenário? Se já sabemos as causas, vamos pensar nas ações: 

- acabar com berçários nas maternidades: bebê saudável tem que ficar junto com a mãe; 
- treinar/atualizar os profissionais para que eles consigam efetivamente ajudar as mães a amamentar; 
- tirar dos protocolos o LA rotineiro: só deve ser oferecido LA para bebê que foi avaliado presencialmente por um pediatra e este confirmou por escrito a real necessidade deste bebê tomar LA (pouquíssimos casos justificam LA logo após o nascimento). 

Você conhece algum profissional ou empresário de hospital/maternidade? Mande este texto para ele - você poderá ajudar muitos bebês com esta ação. Você é um empresário do setor hospitalar? Use as dicas acima a seu favor: adotar medidas que favorecem a amamentação é algo que pode render uma bela campanha de marketing (mas precisa implementar de verdade, tá - lembre que as mães conversam MUITO entre si). 

O que nós mães podemos fazer? Exigir o fim dos berçários (bebê junto com a mãe o tempo todo), não aceitar o LA rotineiro (você pode fazer um documento por escrito dizendo que não permite que seu bebê tome LA sem necessidade médica comprovada), divulgar estas informações para outras mães, pois dessa forma estaremos ajudando outras mães a terem um início de amamentação mais tranquilo.
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